segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O espírito do corpo

Isto não é realmente simples.
As amostras que o Senhor da gráfica me mostrou - capa e miolo – deixaram-me, no primeiro caso indecisa. Aquela velha questão de relevo que estão fartos de me ouvir falar voltou à baila. Não sei se hei-de armar em pirosa ou não. Não que isso mude quem sou: a pirosa. A questão é se o meu livro tem de ser piroso como eu, ou se pode ser um livro normal, um livro não piroso. No segundo caso, o miolo, não é nada daquilo que eu quero, pareceria um livro desmiolado de tão relezinho que é o papel. Quero barato, mas papel higiénico também não dava. Estou a pensar ir lá às instalações do Senhor da gráfica e cuscar os papéis que ele para lá tem mais ou menos escondidos. Aposto que há um que é mesmo esse.

2 comentários:

  1. Por vezes é bom que demos relevo a certos aspectos.
    Outras vezes mais vale nem mencionarmos certas coisas e deixá-las 'flat'.
    Mas na maior parte das vezes, as coisas e os assuntos adquirem por si sós o relevo que muito bem entendem ter. Pouco lhes importa que os tentemos elevar ou esconder.
    Fica assim ao critério e ao gosto de cada autor decidir como deve ser a aparência 'inicial' do livro.
    Quanto a ser piroso, nem penses isso!!! Piroso é não fazer uma escolha por estarmos a pensar que a podem achar pirosa.

    O papel para mim não é muito importante. Acho que há um limite mínimo mas depois disso não faço questão que seja um papel xpto. O importante sim é o que o vai ser impresso nele.

    Beijinhos

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  2. Vamos deixar a aparência do livro "flat". Tenho muitas oportunidade de ser pirosa ou de pensar se os outros acham que sou ou não. O relevo, maior ou menor, há-de estar lá dentro.
    O papel tem de permitir mais do que uma leitura, porque pode haver alguém, mais que não seja eu, que queira ler o livro repetidamente, mais que não seja para sentir que impressão lhe faz o papel que escolheu ter.

    Beijinhos

    Ana

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