sexta-feira, 15 de maio de 2009

São coisas

Fogo! Eu queria mesmo ir à Feira da Ladra amanhã tentar vender uns Tracejados, mas fui confirmar e é mesmo preciso ter licença. Coisa chata! Eu acho que ia ser giro. Provavelmente não ia vender nada ou quase nada, mas acho que me ia divertir a tentar.
Agora não vai mesmo dar para ir amanhã, acho que a polícia leva aquilo da licença a sério e passam multas. Não tinha graça.
Talvez vá noutra altura, se me der ao trabalho de ir tirar a licença. Embora creia que seja baratinha, é capaz de não compensar, tendo em conta as perspectivas de escoamento…logo se vê.
Entretanto vou pensando noutras maneiras de desocupar aquele espacito lá na arrecadação. Eu sei que se me esforçar por dar uns quantos talvez consiga, mas vendê-los era a ideia original, embora não seja uma ideia particularmente original nos tempos que correm em que tudo gira à volta do comércio. Terei sido contagiada? Eu bem tento ser uma gaja alheada desta teiazinha à nossa volta, a sociedade, o bicho, mas acho que de vez em quando lá vou ganhando uns tiques, de modo que às vezes até pareço normal.
Eu sabia que isto ia acabar por acontecer… o Tracejado vai morrendo nas prateleiras das livrarias e na caixa de papelão do -2 e eu aproveito para falar de mim, como se isto fosse um diário. As minhas desculpas.
Dizia que vai morrendo, mas também não é bem assim que o meu pai esforça-se por lhe prolongar a vida. Continua a vender lá na aldeia. Eu nem sei, qualquer dia chego lá e oiço o meu nome aclamado em uníssono ou então nem entrar me deixam, a não ser talvez mediante a promessa de um reembolso.
Isto na aldeia de Pinheiro de Ázere. Na cidade de Santa Comba Dão, a Enseada só vendeu um dos meus livros, no primeiro dia, e já sei a quem, a um amigo que achou que talvez fosse meu e comprou pelo sim pelo não.
Como um é pouco, pedi o apoio do jornal “Defesa da Beira” para a divulgação da coisa. Aguardo.